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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Conselhos de Clarice


"As pessoas que se comprazem no sofrimento, que gostam de sentir-se infelizes e fazer aos outros infelizes, jamais poderão orgulhar-se de sua beleza. O mau humor, o sentimento de frustração, a amargura marcam a fisionomia, apagam o brilho dos olhos, cavam sulcos na face mais jovem, enfeiam qualquer rosto. Essa é a razão porque a mulher, que cultiva a beleza, deve esforçar-se para ser feliz. Felicidade é estado de alma, é atmosfera, não depende de fatos ou circunstâncias externas.” 
[Clarice Lispector, Correio feminino, Rocco, 2006]
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sábado, 16 de janeiro de 2010

Conselhos de Madame (II)


Sabe uma coisa que não me agrada? Bancar a conselheira sentimental. Tenho que admitir: sou péééssima conselheira.Porque ninguém quer escutar a minha opinião "verdadeira". Elas querem que eu diga o que elas querem ouvir, ou seja, aquelas velhas tolices piegas do tipo "vá em frente, não desista do seu amor", "Conquiste, custe o que custar", blábláblá...Eu não tenho estômago pra isso, me desculpe! Não gosto de joguinhos estúpidos de sedução. Porque pra mim a coisa tem que funcionar da seguinte maneira: tem que rolar aquele lance da empatia, sabe? Eu gostei te ti, tu gostate de mim. O resto é tolerâcia. Eu tolero teus resmungos, tu toleras minhas chatices. Porém, há sempre quem prefira viver às turras com o companheiro. Não é o meu caso. Se esse for o seu, fazer o quê né?

Tá bom. Por que que eu tô falando disso né? É que outro dia uma amiga veio compartilhar comigo mais uma de suas frustrações amorosas. Narrava ela que havia conhecido um dito cujo há cerca de um mês (pois é, um mês!). Segundo a própria, não era nada muito sério, a princípio. Contou-me que ele havia rompido um relacionamneto de 5 anos (nem me lebro mais ao certo...) chegando ela inclusive, a aconselhá-lo a conversar de novo com a moça e tentar uma possível reconciliação. Segundo ela, o dito recusou. E continuaram então levando a história que, se eu soubesse disso antes já sabia aonde daria. Fato é que passado um tempinho (lembra? Mais ou menos um mês) o dito voltou com a dita, não precisando mais do ombro , dos conselhos e otras cositas más da dita amiga.

Tá tudo bem, cadê a novidade né? Nenhuma porra! Eu também achei uma história extremamente banal. Mas a amiga estava como ela mesma se definiu, "se sentindo o último biscoito do pacote". Sabe aquele que quando não queremos mais jogamos fora? Pois é. Mas tudo não passara de orgulho ferido. A própria dizia não "gostar tanto assim" do fulano. Mas o seu ego pedia, implorava para que aquele dito cujo esquecesse a outra e se apaixonasse por ela.
O que eu quero dizer? Quero dizer que o ser humano é que nem cachorro. Nunca quer largar o osso. No caso descrito, nenhum dos dois queria se desfazer do seu ossinho. Ele não a largaria enquanto ela lhe fosse necessária. Ela massageava seu ego acreditando que poderia conquistá-lo.

Desculpe querida! A minha intenção não é tripudiar em cima da sua ferida que eu sei como deve estar doendo. Mas a minha avó sempre dizia que remédio bom é remédio que arde. Logo, logo sara. E você estará pronta para outra e mais outra e mais outra. Até aprender a não se machucar mais. A vida é curta demais para se perder com lamentações. Não deu, não deu. Vira aprendizado. Caiu? Levanta, põe band-aid e segue em frente.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Conselhos da Madame


Acho incrível a antipatia criada, principalmente, contra mulheres vaidosas. Muitos consideram vaidade sinônimo de pura frivolidade. Sou obrigada a admitir, que algumas (nem tão poucas assim) assim o são. Mas isso se dá ao fato desta parcela feminina colocar este aspecto como carro-chefe de sua existência, relegando a último plano outros aspectos tão igualmente importantes (ou até mais importantes). Esquecem-se que têm uma cabeça. Aliás, só lembram por conta da chapinha. Depois queixam-se do machismo dos homens. Me diga em sã consciência que homem quer ter ao seu lado apenas uma boneca? Os homens (não leve em consideração os brutamontes pelo amor de Deeeus...) obviamente querem uma uma bonequinha ao seu lado, mas eles querem um produto de qualidade (desculpem-me o termo, pode soar machista mas é só uma força de expressão). Na verdade, eles querem um pacote completo. Uma mulher bonita e inteligente. Mas e agora? Eu sou bonita mas não sou um poço de cultura... e eu sou doutora mas não sou assim um pedaço de mal caminho...
Calma! Para tudo há solução (exceto para a morte! Cliché não??). Não pense que o fato de você não ser uma Angelina Jolie da vida você é um caso perdido. Mas eu sou gorda! Tem jeito. Mas o meu cabelo é cri-cri! Tem jeito. Mas eu sou nariguda. Tenha certeza, tem jeito.
A tecnologia evoluiu o bastante criando soluções para "problemas" que antes poderiam parecer irreversíveis. Existem soluções moderadas e extremas, depende do grau de necessidade. Para gordura existe regime e cirurgia do estômago. Para cabelo existe chapinha e escova definitiva (e ainda máquina zero e peruca). Para o nariz de Pinóquio existe "truques" de maquiagem e cirurgião plástico (não sei se resolve mentir menos...). E assim por diante. Sacou?
Ah, e para a cabeça? Nesse caso existe um leque de opções. Existem universidades, livrarias, Google, banca de revista, museus, teatros, etc, etc, etc...
Não pense ser este um conselho machista, que você deve seguir apenas para agradar os homens. Se você tem um ogro dividindo a cama com você, não banque a princesa Fiona que preferiu virar uma ogra também. Mande o sujeito se reciclar. Se antes ele poderia não estar mais aguentando uma mulher feia ou burra (ou os dois), certamente agora pode ser o contrário.
É querida...é a eterna guerra entre os sexos.
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