sábado, 17 de abril de 2010
...
sábado, 10 de abril de 2010
Pessoas (10)importantes.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Satisfações.
...eu acho!!
domingo, 4 de abril de 2010
(in)cultura paraense.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Sobre decisões e sacrifícios.

Hoje assisti a um dos tantos episódios assistidos do enigmático "Caverna do Dragão". Não preciso nem falar sobre a minha paixão por esta série inacabada e que se tornou um dos ícones de uma geração. Eu gosto das mensagens transmitidas. Me fazem sentir bem, mesmo num dia de stress. Hoje quando liguei a TV peguei já pela metade um episódio do qual eu não lembrava, ou até mesmo não tenha assistido. Era um episódio sobre uma caixa mágica que poderia oferece-lhes a tão sonhada volta para casa. No decorrer da trajetória os jovens guerreiros caem em várias armadilhas, o que porém, não faz com eles desistam do seu sonho. Em uma das tantas tentativas, eles finalmente conseguem. Mas como felicidade dura pouco, logo logo os jovens se veem obrigados a retornar devido a ameaça do temível Vingador de destruir seu mundo caso eles não o entregassem as suas armas mágicas. A decisão era difícil, mas eles não tinham saída: ou entregavam as armas permitindo assim o triunfo do Vingador sobre o Mestre dos Magos ou assistiriam de camarote, aliás, de carrinho de montanha-russa, a devastação do seu mundo.
Decisões... seja qual a decisão que tomemos sempre saimos perdendo. E eu fiquei pensando em como as vezes a vida nos exige certos sacrifícios em prol de um "bem maior". E é isso que nos dá força para sempre confiarmos no amanhã.
domingo, 28 de março de 2010
Voyage, voyage...
quinta-feira, 25 de março de 2010
O convite*
"Não me interessa saber como você ganha a vida. Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em satisfazer os anseios do seu coração.
Não me interessa saber sua idade. Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram ou se você se retraiu e se fechou, com medo de mais dor.
Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha ou a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la ou remediá-la.
Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até aponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana.
Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.
Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia, ainda que ela não seja bonita, e fazer dela a fonte da sua vida.
Quero saber se você consegue viver com o fracasso, o seu e o meu, e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo prateado da
lua cheia: "Sim!"
Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.
Não me interessa quem você conhece ou como chegou até aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo sem recuar.
Não me interessa onde, o que ou com quem estudou. Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.
Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia...."
(Oriah Mountain Dreamer, O convite, Rio de Janeiro, Sextante, 2000)
