segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Despedidas


2010, faltam poucos dias para sua partida. E eu apenas gostaria de dizer que sentirei saudades suas. Você foi um bom ano. Um ano ilustre. Não perfeito, mas fantástico. Me proporcionou descobertas e redescobertas. Eu sempre soube que seria assim. 2009 havia me falado bem baixinho no ouvido. E você não decepcionou. Obrigada, obrigada, obrigada. Je vous remercie par tout!

Mafalda de Quino.

PS: Este espaço está fechando suas portas. O ano que se anuncia promete que o tempo será muito curto para continuar alimentando este  espaço. Para não deixá-lo às moscas (o que não é justo, pois ele sempre foi um grande amigo nas horas ociosas), decidi trancá-lo no baú das recordações. Aqui estão registradas tantas páginas de minha história e agradeço a todos aqueles que as escreveram junto comigo. Muito obrigada e um promissor 2011 a todos!
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Joyeux Noël et Bonne Annee!



Jana Magalhães, 2010.


Chers amis,

Je vous souhaite une bonne et heureuse 2011, une excellente santé et le succès dans tous vos projets! Joyeux Noël a tous!
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Democracia el carajo!!!!


El "pueblo" tiene el gobierno que se merece.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sessão nostalgia


Porque eu já tive 13, mas ainda não tenho 30.....

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Conto nada de fadas


Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:

- Você quer casar comigo?

Ele respondeu:

- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.
[Luís Fernando Verissimo]

Esse Veríssimo é do maaaaaal...e é por isso que eu tô com ele!!!!
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Coisas alheias*


"Essa coisa de não ter tempo pra nada não começou ontem. Em 1917, eu estava imerso numa porção de projetos, atrasado com uma série de entregas e com enorme dificuldade em criar uma obra para inscrever no Salão da Sociedade Nova-iorquina de Artistas Independentes. Numa ida ao toalete, naquele momento de relaxamento proporcionado pelo esvaziamento do reservatório, tive a ideia que acabou por influenciar toda a arte contemporânea. O que eu procurava estava ali, bem embaixo de minhas cabeças. Esperei o último pingo cair e fui correndo até uma loja de material de construção. Comprei um urinol branco e esmaltado, bem ordinário e barato, mesmo assim pedi CPF na nota. Saí de lá e fui ao meu estúdio. Peguei a peça e a assinei no canto inferior com o pseudônimo de “R.Mutt” (você sabe, a cara de pau tem limites). Depois, nominei a obra como A Fonte e a enviei para a apreciação do corpo de jurados. A partir de então, litros de chá verde passaram a fazer parte do meu processo criativo.

Estava assim criado o conceito de ready made (posteriormente utilizado em sopas, pizzas e novelas das 8), que nada mais é do que o transporte de um elemento da vida cotidiana, a princípio não reconhecido como artístico, para o campo das artes. O ready made, também conhecido como “isso até meu filho de 3 anos faria” ou Arte Conceitual, se caracteriza por considerar a ideia como a parte mais importante da obra. Ficando a manufatura do objeto de arte, sua execução relegada a um segundo plano. Essa nova visão acabou por abalar as estruturas da arte e estendeu sua influência a outros campos da expressão humana, como o futebol. O Grêmio Prudente, por exemplo, pratica o futebol conceitual. Eles têm a idéia de jogar bem. A execução que não é das melhores. Atualmente, os grandes expoentes dessa vertente iniciada por mim são a Yoko Ono, cuja principal obra foi ter acabado com os Beatles, e o instalador da tevê a cabo que teve aqui em casa ontem e fez uma bagunça (instalação) muito bonita.

O júri do Salão da Sociedade Nova-iorquina de Artistas Independentes não aceitou meu urinol. Porém, os críticos da época entenderam que A Fonte era em si um ato iconoclasta de grande proporção. Alguns até se arriscaram a dizer que viam nas formas do urinol uma semelhança com as curvas femininas e elucubraram explicações psicanalíticas, envolvendo o membro masculino lançando urina sobre uma mulher. Eu, hein? De modo que, quando você for visitar a Bienal, não fique intimidado quando não entender a intenção dos artistas. Se você se sentir desconfortável com algumas provocações, vá até o banheiro e tenha suas próprias ideias. Mas não faça como alguns, dê a descarga.

Bom, espero que você tenha gostado desse post sobre um pequeno fragmento da história da arte. Despeço-me praticando o ready made, agora na forma de frase: o impossível só existe na cabeça dos acomodados. Beijo no coração." [Blog do Duchamp - o Ready Made não nasceu feito].

*Este, e muitos outros depoimentos de celebridades que já partiram para o andar de cima, você encontra aqui http://www.blogsdoalem.com.br/
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domingo, 17 de outubro de 2010

O verdadeiro elixir do amor


Elixir do amor(L'elisir d'amore) é uma ópera cômica em dois atos composta por Gaetano Donizetti a partir do libreto de Felice Romani. Estreou em Milão em maio de 1832 e a ação se passa numa pequena aldeia italiana do século XIX.
Nemorino, um pobre camponês, apaixona-se pela  rica camponesa Adina a quem dirige inutilmente muitas atenções e ofertas de amor. Adina é inconstante, caprichosa e mostra preferir a corte descarada e presunçosa de Belcore, um vaidoso sargento da guarnição do vilarejo. Um dia chega no vilarejo o doutor Dulcamara, um loquaz e pitoresco charlatão que vende um elixir milagroso, uma poção mágica que resolve todos os males. Nemorino, tolinho (ou seria apaixonado??),  logo cai na balela do charlatão (pois a bebida não passa de um simples vinho) e compra uma garrafinha, bebendo com a certeza que o fabuloso elixir fará com que Adina caia aos seus pés. Mas isso não ocorre, e de birra, Adina aceita casar-se com Belcore e um grande banquete é organizado. Porém, por se tratar de uma comédia, nesse meio tempo, espalha-se no vilarejo um boato que um suposto tio rico de Nemorino haveria falecido e de quebra, deixado a ele uma enoooorme herança. Ora, não poderia haver elixir melhor...Logo todas as garotas do vilarejo dedicam mil atenções ao jovem que, tolinho, acredita que tudo isso seja o efeito do mágico elixir. Todo esse alvoroço feminino acaba por surpreender Adina  que não sabe sequer da história da suposta herança, muito menos do tal "milagroso elixir". A verdade é que agora ela também está apaixonada por Nemorino. No final, Adina, desfaz o acordo com Belcore, e confessa a Nemorino o seu amor.

Moral da história: ser humano é bichinho ruim mermo. Só quer o que não lhe pertence mais!
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